Vencendo Desafios – Capitulo 1

ponte-hercilio-luz-penetron

As construções em regiões marinhas são de fundamental importância para o desenvolvimento da humanidade, seja para auxiliar no transporte de mercadorias por meio de navios ou na construção de residências próximas as regiões litorâneas.

Historicamente, o grande desafio da engenharia é a busca de soluções para garantir a durabilidade dos materiais diante da agressividade do ambiente litorâneo, onde se faz presente elevada quantidade de cloretos. A norma brasileira de concreto (ANBT NBR 6118) classifica como grau III as construções realizadas nessas regiões. E, em casos de contato direto com água do mar, sobe para IV a classe de agressividade com elevado risco de deterioração.

Apesar de todo avanço tecnológico atual, é comum notarmos estruturas degradadas, principalmente em situações de respingo de maré.

Então como proteger as edificações, portos e cais?

Antes de abordarmos a solução, é preciso detalhar os principais mecanismos de degradação, para tentarmos vencer esta dura batalha contra a natureza. Podemos dividir tais mecanismos em dois grupos: aqueles que atingem diretamente o concreto (lixiviação; expansão por sulfatos; reação álcali-agregado) e a armadura (despassivação por cloretos e carbonatação).

Mais do que entender quais são os mecanismos de degradação, o ideal é entender como eles funcionam. Se tivéssemos que definir a resposta em uma palavra, ela seria água. Esse bem tão precioso para a humanidade, usado inclusive nas construções, se torna o grande vilão dos elementos de concreto armado. Afinal, nos mecanismos acima citados, a água atua como agente catalisador das reações químicas ou como meio de transporte dos agentes que irão causar a deterioração das estruturas.

A NBR 6118, no Item 7, prevê uma série de critérios e requisitos no dimensionamento estrutural que visa prevenir tais degradações. As recomendações sugeridas pela norma, tem o objetivo de reduzir a porosidade e a permeabilidade do concreto, principalmente pela limitação do uso de água no traço do concreto. Entretanto, é comum que em estruturas com alto consumo de cimento e pouca água, surjam fissuras de retração por secagem, ou seja, caminhos mais rápidos para o ingresso de agentes nocivos.

Está claro, portanto, que a durabilidade está relacionada diretamente com a permeabilidade do concreto ou com a facilidade da penetração de agentes nocivos. A partir daí, é fácil entender porque o sistema de cristalização tem se tornado o principal aliado dos projetistas no que se refere à durabilidade do concreto.

Os cristalizantes são produtos de base cimentícia que reagem com os hidróxidos de cálcio, hidróxidos de alumino e outros óxidos presentes no concreto, para formar cristais insolúveis nos poros e capilares, evitando a percolação de água na estrutura de concreto. Podem ser aplicados superficialmente em estruturas existentes ou aditivados ao concreto fresco no momento de sua preparação. O sistema de impermeabilização e proteção por cristalização integral é capaz de suportar até 200mca e resistir ao ataque de cloretos e sulfatos, proporcionando ganho de vida útil.

É possível estimar a vida útil do concreto, segundo a norma ASTM C1556, utilizando o modelo matemático conhecido como segunda Lei de Fick. O modelo avalia a concentração de íons cloreto a uma certa distância da superfície do concreto, por um período de tempo de exposição. O ensaio (ASTM C1556 ) é feito de forma acelerada com a aplicação de uma solução de 16% de cloreto de sódio, quatro vezes mais elevada do que em ambiente real, onde as estruturas são expostas, possibilitando concluir que os cristais de Penetron ajudam a proteger as estruturas por muito mais tempo.

grafico-penetron

Descubra como podemos ajudá-lo, consultando nossa equipe técnica sobre seus projetos.

Até breve.