O Porto de Suape passou por uma reabilitação estrutural do píer do Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL). Localizado em Ipojuca, Pernambuco, esse projeto representa um marco significativo para a infraestrutura energética do Nordeste do Brasil. Ainda mais, liderado pela OEC (Odebrecht Engenharia e Construção) e executado pela CONCRETA Engenharia, empresa especializada em estruturas marinhas, o projeto teve início em 2024. Nesse sentido, o objetivo era adaptar o píer para receber uma Unidade Flutuante de Armazenamento e Regaseificação (FSRU). Essa modernização é essencial para viabilizar a plena operação do novo terminal de GNL no porto.

Com um investimento total estimado em R$ 320 milhões, a intervenção no Porto de Suape inclui reforços estruturais e melhorias técnicas para garantir a segurança e a eficiência das operações de regaseificação. Com isso, até o final de 2024 já haviam sido alocados R$ 65 milhões. Desse modo, vale destacar que a previsão de investimento é superior a R$ 200 milhões para os anos seguintes. Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da infraestrutura de gás natural do país. Ou seja, contribui para a diversificação da matriz energética e a segurança do abastecimento.
Concluído o projeto, o Terminal de Regaseificação do Porto de Suape entrará em operação, posicionando Pernambuco como um polo estratégico para a distribuição de gás natural no Brasil. Além de atender à demanda energética regional, o terminal deverá impulsionar o desenvolvimento econômico local, gerar empregos e atrair novos investimentos.
Durabilidade em lajes de concreto pré-moldado
A reabilitação estrutural do Terminal Marítimo de Gás Natural Liquefeito (GNL) no Porto de Suape envolveu soluções de engenharia de alto nível. Além disso, destaca-se o fatos de estarem voltadas para o aumento da durabilidade dos elementos de concreto expostos a ambientes marinhos agressivos. Além disso, o projeto foi elaborado pela Beton Stahl e executado pela Concreta Engenharia, com foco na interface entre as lajes de concreto pré-moldado e o concreto moldado in loco da camada de cobertura do píer de atracação.

Produtos
PENESEAL AC e PENESEAL PRO RTU.
Áreas do Porto de Suape onde as soluções Penetron foram aplicadas
A solução empregada consistiu na aplicação sequencial de duas soluções do sistema PENETRON, desenvolvidas especificamente para proteger interfaces estruturais de concreto. Iniciou-se o processo com a injeção do Peneseal AC. Diluído em água, esse solução tem o objetivo de restabelecer a alcalinidade da superfície de concreto e prepará-la para a reação química subsequente. Em seguida, aplicou-se o Peneseal Pro RTU, uma solução à base de silicato modificado pronto para uso.
Nesse sentido, a interação entre o Peneseal AC e o Peneseal Pro RTU desencadeia uma reação química com os compostos presentes na matriz cimentícia, resultando na formação de um gel C-S-H (silicato de cálcio hidratado). Ou seja, esse gel penetra nos poros e microfissuras da zona de interface, criando uma barreira permanente contra a infiltração de água e agentes agressivos, como cloretos e sulfatos.
Essa abordagem técnica selou efetivamente a interface entre os elementos de concreto pré-moldado e moldado in loco, aumentando a durabilidade global da estrutura e minimizando o risco de corrosão das armaduras. A solução é também atóxica, de fácil aplicação e oferece uma excelente relação custo-benefício, especialmente para infraestruturas marinhas.
A intervenção no Terminal de GNL se consolida como uma referência no uso inteligente da tecnologia PENETRON para a proteção integral do concreto em ambientes marinhos agressivos, garantindo maior vida útil à estrutura e reduzindo as necessidades de manutenção a longo prazo.



